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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Enem 2013: O que pode e o que não pode levar para os locais de prova

RIO - Os 7,1 milhões de candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devem ter atenção com as regras para a realização do processo seletivo, neste fim de semana, a partir de 13h (horário de Brasilia), tanto no sábado quanto no domingo. Tire suas dúvidas sobre o que você pode ou não levar para o seu local de prova e leia com atenção outras orientações divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC).


Atenção ao horários:
 Todos os anos, a triste cena de candidatos chorando porque chegaram dois minutos atrasado se repete. Não seja um deles. Os portões os locais de prova serão fechados às 13h (horário de Brasília). Os fiscais não terão nem 30 segundos de tolerância. Portanto, seja prevenido e se programe para chegar lá às 12h, quando os portões se abrem. E muita atenção com um detalhe: se o seu estado não está em horário de verão, os portões serão fechados às 12h (hora local). Mesmo assim, chegue uma hora antes.
Duração:
No sábado, a prova terá 4h30 de duração e, no domingo, 5h30.
Documentação:
 Os participantes devem levar um documento original com foto. Entre os documentos válidos para o exame, estão as cédulas de identidade (RG) expedidas pelas secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar, Polícia Federal, ordens ou conselhos de classe com validade de documento de identidade, carteira de trabalho e previdência social, certificado de dispensa de corporação, certificado de reservista, passaporte, carteira de habilitação (com foto), na forma da LEI 9503, e identidade expedida pelo Ministério das Relações Exteriores para estrangeiros. Se o seu documento foi roubado ou extraviado, vá até uma delegacia e leva um boletim de ocorrência ao local da prova.

O que pode levar: 
Deixe em casa sua caneta multicores da Hello Kitty. O estojo para o Enem é básico. Os candidatos devem usar caneta esferográfica de tinta preta e material transparente. Água e comida também são permitidos dentro de sala. Aliás, é bom mesmo você levar algo para comer e beber. É importante o candidato estar bem hidratado nessa maratona.
O que não pode levar:
Lápis, caneta não transparente, lapiseira, borracha, livros, manuais, anotações, boné, viseira, óculos escuros. Além disso, o Enem é uma prova total offline. É proibido levar qualquer equipamento eletrônico, como iPods, tablets, telefones etc. Estes poderão ser guardados numa embalagem fornecida nos locais de prova. No ano passado, muita gente foi eliminada ao fotografar a prova com seu telefone e postar nas redes. Não dê esse mole! Viva como uma pessoa do século XX ao menos por algumas horas.
Cartão resposta e caderno de questões: Antes de encarar as questões, o candidato também deve marcar no cartão resposta qual a cor do caderno de questões que lhe foi entregue. São quatro cores. Verifique se a cor do cartão de questões é a mesma do cartão de respostas (isso já deu confusão antes). Os participantes devem ainda transcrever no cartão a frase apresentada na capa do caderno. A frase serve apenas como identificação do tipo de caderno apresentado ao candidato e não é considerada na hora da correção.
Gabarito: O MEC só divulga o gabarito oficial do exame na quarta-feira após a prova. As notas dos candidatos ainda não têm data para divulgação, mas, normalmente, isso acontece nos últimos dias de dezembro.

Com que roupa: 
Vista-se roupas confortáveis, para isso não se tornar um problema ao longo da prova. Não é hora de se preocupar com o estilo. Deixe em casa aquela camisa polo justa ou o vestido apertado. Chinelos também são permitidos. Estamos próximos do verão, mas convém levar um casaco leve, para o caso de o ar condicionado decretar o inverno dentro da sala.
A prova: Deixamos esta por último porque o candidato já deve estar careca de saber. No sábado, são 45 questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Já no domingo, serão 45 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias, além da “temida” redação.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Escreva para não travar na prova


você  fica ancioso quando vai fazer prova?E isso atrapalha seu desempenho? Infelizmente, nas situações mais importantes, a performance das pessoas acaba sendo mais baixa do que suas capacidades; é como se elas sofressem um bloqueio. Mas um estudo da Universidade de Chicago, publicado na Science do dia 14 de janeiro, deve ajudar a diminuir o nervoso na hora da prova. Os pesquisadores Ramirez e Sian Beilock mostraram que escrever um pouquinho sobre essa ansiedade minutos antes da prova contribui para diminuir a agonia dos alunos. Um breve texto feito 10 minutos antes do teste pode evitar bloqueios e melhorar a nota em até um ponto. 

No exercício da escrita, os alunos descarregam suas ansiedades antes de fazer a prova e, portanto, liberam recursos intelectuais necessários para completá-la com sucesso – recursos normalmente tomados por preocupações em relação à própria prova. 

Em uma pesquisa anterior, Beilock demonstrou que situações de pressão podem esgotar uma parte do cérebro conhecida como memória de trabalho. Essa memória é uma espécie de bloco de rascunho mental que permite que as pessoas "organizem" informações relevantes para a tarefa. Quando as preocupações são muitas, as pessoas normalmente usam a memória de trabalho para resolver os problemas e acabam por sobrecarregá-la. Assim, perdem parte da capacidade do cérebro para completar a tarefa – nesse caso, a prova.  

Experimentos 

Para provar essas idéias, Ramirez e Beilock recrutaram 20 estudantes universitários e deram a eles dois testes de matemática curtos. No primeiro, os estudantes só precisavam dar o melhor de si. Antes do segundo, os cientistas criaram uma situação de estresse: disseram que os estudantes que tivessem um bom desempenho receberiam dinheiro e que todos dependiam da melhora do desempenho do grupo – como forma de criar pressão entre os colegas. Eles também foram informados de que seu trabalho seria filmado, e que os professores de matemática assistiriam depois. Metade dos alunos receberam 10 minutos para escrever sobre seus medos e angústias sobre a prova (grupo da escrita), e a outra metade deveria permanecer sentada e quieta (grupo controle).

Jason Smith
O grupo da escrita teve um desempenho significativamente melhor do que o grupo controle. "Os participantes que não escreveram tiveram uma queda de 12% do primeiro para o segundo teste, enquanto os alunos que expressaram seus pensamentos antes do teste de alta pressão tiveram uma melhora de 5%", escreveram os pesquisadores.

Em outro experimento, os pesquisadores mostraram que não era apenas o ato de escrever que ajudava os alunos. Na verdade, escrever sobre seus sentimentos em relação ao teste é que evitou que eles "travassem" na hora da prova.

Os pesquisadores também realizaram dois experimentos envolvendo estudantes de biologia no primeiro exame final de suas vidas no ensino médio. Pediram que eles escrevessem o texto seis semanas antes do exame final com o seguinte tema "Durante os testes, eu me pego pensando sobre as conseqüências do meu fracasso".

No outro experimento, minutos antes do exame final da biologia, alguns alunos deveriam escrever sobre seus sentimentos em relação à prova, e, outros, pensar sobre temas que não tinham a ver com ela. Quando os pesquisadores examinaram as notas dos alunos, descobriram que estudantes que não haviam escrito ficaram mais ansiosos e com nota menor, B-. Por outro lado, quem teve a oportunidade de escrever antes do exame teve uma performance tão boa quanto os colegas que normalmente não ficam ansiosos em testes – tiraram B+.

Mesmo que o professor não dê a chance aos alunos de escrever antes da prova, eles devem fazer isso de forma independente para melhorar seu desempenho. "Na verdade, achamos que esse tipo de escrita ajuda as pessoas a atingirem sua melhor performance em várias situações em que estão sob pressão: uma apresentação a um cliente, um discurso para uma platéia ou até mesmo uma entrevista de emprego", disse Beilock. "O bloqueio nos exames é um problema grave, uma vez que esse desempenho afeta futuras oportunidades acadêmicas", afirmou.