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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Confira dez apostas de atualidades para o Enem 2013

Na preparação para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), é importante que os candidatos estejam antenados nos principais acontecimentos do mundo, como a morte da ex-premiê britânica Margaret Thatcher e os recentes atentados na maratona de Boston, nos Estados Unidos. Contudo, esses eventos não são cobrados de forma enciclopédica, mas sim como pretexto para cobrar os conteúdos.

CONFIRA AQUI AS DEZ APOSTAS DE ATUALIDADES PARA O ENEM 2013.

Margaret Thatcher - A morte da primeira e, até agora, única mulher a chefiar o governo do Reino Unido pode ser cobrada no Enem para que o candidato faça um balanço sobre a política externa que ela aplicou no país e sua relação com movimentos trabalhistas



Médicos estrangeiros no país - em maio, os governos do Brasil e de Cuba, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, anunciaram a possível vinda de 6.000 médicos cubanos para trabalharem nas regiões brasileiras mais carentes. O anúncio gerou polêmica. Na foto, estudantes de medicina protestam, em Natal (RN), contra a contratação dos estrangeiros



 Redução da maioridade penal - Após mortes ocasionadas por menores de idade do país, o debate da redução da maioridade foi amplamente retomado. Uma pesquisa da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) afirma que a ação é defendida por mais de 90% dos brasileiros. Contudo, órgãos e entidades, como a OAB, acreditam que a redução não diminuirá a criminalidade 






Comissão da verdade - Com a morte de Jorge Videla, ditador argentino, Tania Regina de Luca, professora do departamento de história da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Assis, acredita que o exame pode abordar como foram diferentes os períodos da ditadura no Brasil e no resto da América Latina e o tipo de acerto de contas que estão sendo feitos


 Crise na zona do euro - "Ela está colocando em risco a própria ideia de Europa. Existe um grave problema aqui. A França acabou de se assumir como país em depressão", analisa Tania Regina de Luca, professora do departamento de história da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Assis. Na foto, presidente francês, François Hollande (dir.), participa de conferência para falar sobre a criação de empregos, buraco no orçamento e a crise do euro



Primavera árabe - "Ela continua na Síria e agora na Turquia, onde há uma situação mais complexa. O estopim foi a possível criação de um shopping na maior área verde de Istambul e está se juntando com o processo de islamizar o país", conta Regina de Luca, professora do departamento de história da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Assis



Hugo Chávez - Após 14 anos no poder, a morte do venezuelano abre uma nova era para o país sul-americano. O assunto poderia embasar discussões sobre o populismo e questões relacionadas às instituições democráticas


 Atentado em Boston - Os dois suspeitos apontados pelo FBI como responsáveis pelas explosões foram identificados como sendo os irmãos Dzhokhar, preso pela polícia, e Tamerlan, morto após tiroteio. Os dois são russos e residentes legais nos Estados Unidos há no mínimo um ano. O assunto pode ser relacionado com questões de extremismo religioso


Tensão entre as Coreias - A Coreia do Norte voltou a ameaçar a vizinha e os Estados Unidos de ataques com armas nucleares. No final de março, declarou "estado de guerra" com o Sul e, em 2 de abril, anunciou que reativará suas instalações nucleares, incluindo a principal, de Yongbyon, fechada em 2007


 Vazamento sobre espionagem nos Estados Unidos - "É uma questão superinteressante. Agora não temos apenas o WikiLeaks", analisa Regina de Luca, professora do departamento de história da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Assis 





sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Escreva para não travar na prova


você  fica ancioso quando vai fazer prova?E isso atrapalha seu desempenho? Infelizmente, nas situações mais importantes, a performance das pessoas acaba sendo mais baixa do que suas capacidades; é como se elas sofressem um bloqueio. Mas um estudo da Universidade de Chicago, publicado na Science do dia 14 de janeiro, deve ajudar a diminuir o nervoso na hora da prova. Os pesquisadores Ramirez e Sian Beilock mostraram que escrever um pouquinho sobre essa ansiedade minutos antes da prova contribui para diminuir a agonia dos alunos. Um breve texto feito 10 minutos antes do teste pode evitar bloqueios e melhorar a nota em até um ponto. 

No exercício da escrita, os alunos descarregam suas ansiedades antes de fazer a prova e, portanto, liberam recursos intelectuais necessários para completá-la com sucesso – recursos normalmente tomados por preocupações em relação à própria prova. 

Em uma pesquisa anterior, Beilock demonstrou que situações de pressão podem esgotar uma parte do cérebro conhecida como memória de trabalho. Essa memória é uma espécie de bloco de rascunho mental que permite que as pessoas "organizem" informações relevantes para a tarefa. Quando as preocupações são muitas, as pessoas normalmente usam a memória de trabalho para resolver os problemas e acabam por sobrecarregá-la. Assim, perdem parte da capacidade do cérebro para completar a tarefa – nesse caso, a prova.  

Experimentos 

Para provar essas idéias, Ramirez e Beilock recrutaram 20 estudantes universitários e deram a eles dois testes de matemática curtos. No primeiro, os estudantes só precisavam dar o melhor de si. Antes do segundo, os cientistas criaram uma situação de estresse: disseram que os estudantes que tivessem um bom desempenho receberiam dinheiro e que todos dependiam da melhora do desempenho do grupo – como forma de criar pressão entre os colegas. Eles também foram informados de que seu trabalho seria filmado, e que os professores de matemática assistiriam depois. Metade dos alunos receberam 10 minutos para escrever sobre seus medos e angústias sobre a prova (grupo da escrita), e a outra metade deveria permanecer sentada e quieta (grupo controle).

Jason Smith
O grupo da escrita teve um desempenho significativamente melhor do que o grupo controle. "Os participantes que não escreveram tiveram uma queda de 12% do primeiro para o segundo teste, enquanto os alunos que expressaram seus pensamentos antes do teste de alta pressão tiveram uma melhora de 5%", escreveram os pesquisadores.

Em outro experimento, os pesquisadores mostraram que não era apenas o ato de escrever que ajudava os alunos. Na verdade, escrever sobre seus sentimentos em relação ao teste é que evitou que eles "travassem" na hora da prova.

Os pesquisadores também realizaram dois experimentos envolvendo estudantes de biologia no primeiro exame final de suas vidas no ensino médio. Pediram que eles escrevessem o texto seis semanas antes do exame final com o seguinte tema "Durante os testes, eu me pego pensando sobre as conseqüências do meu fracasso".

No outro experimento, minutos antes do exame final da biologia, alguns alunos deveriam escrever sobre seus sentimentos em relação à prova, e, outros, pensar sobre temas que não tinham a ver com ela. Quando os pesquisadores examinaram as notas dos alunos, descobriram que estudantes que não haviam escrito ficaram mais ansiosos e com nota menor, B-. Por outro lado, quem teve a oportunidade de escrever antes do exame teve uma performance tão boa quanto os colegas que normalmente não ficam ansiosos em testes – tiraram B+.

Mesmo que o professor não dê a chance aos alunos de escrever antes da prova, eles devem fazer isso de forma independente para melhorar seu desempenho. "Na verdade, achamos que esse tipo de escrita ajuda as pessoas a atingirem sua melhor performance em várias situações em que estão sob pressão: uma apresentação a um cliente, um discurso para uma platéia ou até mesmo uma entrevista de emprego", disse Beilock. "O bloqueio nos exames é um problema grave, uma vez que esse desempenho afeta futuras oportunidades acadêmicas", afirmou.